A sensação é que esse convite para ser speaker ou aparece para você, ou não. É algo que não dá para controlar.
Tanto é que se você abrir o Google Trends e pesquisar "como se tornar speaker da indústria farmacêutica", vai encontrar uma linha reta em zero. Cinco anos de dados no Brasil sem nenhum volume de busca relevante.
Isso significa que ninguém se interessa pelo assunto? Não, só quer dizer que ninguém cogita que exista um caminho ativo para que os convites comecem a aparecer. É a mesma coisa que analisar quantas pessoas buscaram "como faço para trocar de signo?". Ninguém faz essa pergunta, porque ninguém cogita que seja possível trocar de signo.
Agora, se você pesquisar "como falar bem em público", o gráfico é completamente diferente: crescimento de 200% em cinco anos.
As pessoas estão procurando a habilidade, não exatamente o acesso.
E o mercado respondeu com o que a busca pedia: cursos de oratória, técnicas de apresentação, presença de palco.
O problema é que a indústria farmacêutica não seleciona speakers apenas com base em quem fala melhor em público. Ela seleciona com base em posicionamento, visibilidade dentro do ecossistema e sinais específicos que indicam se aquele profissional vai entregar o que a empresa precisa no contexto de um evento científico. Falar bem ajuda. Mas não é o único critério de convocação, nem o mais importante.
O conhecimento sobre como esse sistema funciona por dentro sempre existiu. Ele só nunca foi ensinado de forma estruturada para quem está do lado de fora.